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Covid-19: cada cinco semanas de atraso na vacinação podem custar à Europa €90 mil milhões em 2021

Lisboa, 19 de fevereiro - O atraso de cinco semanas no plano de vacinação para imunizar a população contra o SARS-CoV-2 pode custar aos cofres da Europa cerca de €90 mil milhões, se o ritmo do processo não acelerar, estima a Euler Hermes, líder mundial em seguro de créditos e acionista da COSEC – Companhia de Seguro de Créditos, S.A.

De acordo com o estudo “Vaccination delay to cost Europe EUR90bn in 2021”, para alcançar o objetivo da Comissão Europeia de vacinar 70% da população adulta até ao verão de 2021, o processo terá de ser seis vezes mais rápido do que até agora. À velocidade atual, só será possível atingir a imunidade de grupo no final de 2022. Na Dinamarca, por exemplo, apenas 5% da população recebeu pelo menos uma dose da vacina. Estes valores contrastam com os 14,4% registados no Reino Unido e os 9,4% registados nos Estados Unidos da América.

Até ao momento, os custos acumulados durante estas cinco semanas de atraso já superaram o equivalente ao total de €50 mil milhões do Fundo de Recuperação da União Europeia para 2021. A vacinação, explicam os economistas, é a chave da recuperação económica. Assim, antecipa-se “um primeiro trimestre negro”, ainda marcado por elevadas restrições à atividade das economias e por uma corrida à vacinação, e, logo, pela recessão, devido ao agravamento da situação sanitária, especialmente na Europa e na América Latina. Os efeitos da vacinação da população mundial contra a Covid-19 só terão repercussão significativa na economia na segunda metade do ano. Cada semana de restrições à economia pesa -0,4 pontos percentuais no crescimento trimestral do PIB.

Portugal: insolvências a subir 23% em 2021

De acordo com a análise recentemente divulgada por Ludovic Subran, economista-chefe da Allianz e Euler Hermes, no encontro anual de Mediadores COSEC, durante os primeiros três meses do ano Portugal irá registar uma quebra de -5,2% do PIB nacional. No entanto, nos dois trimestres seguintes a tendência deverá inverter-se, com a economia a crescer 3,9% no segundo trimestre e 5,5% no terceiro.

Neste evento, que juntou os Parceiros de Negócio da COSEC numa sessão de balanço do ano e estratégia de 2021, Ludovic Subran destacou que Portugal irá assistir a um aumento no número de insolvências, depois de, no último ano, estas se terem mantido constantes devido às medidas extraordinárias de apoio à economia. Ludovic Subran prevê que, em 2021, se registe um aumento de 23% (em linha com o número global) e de 11% em 2022. Nos destinos para os quais Portugal exporta (com Espanha, França, Alemanha e Reino Unido entre os mais preponderantes), a evolução deverá ser idêntica. No último ano, registou-se uma descida de 7%, mas já neste ano o aumento será muito significativo, de 23%. Em 2022, o aumento deverá ser menos acentuado, 14%.

Saiba mais no comunicado »

Covid-19: cada cinco semanas de atraso na vacinação podem custar à Europa €90 mil milhões em 2021

Lisboa, 19 de fevereiro - O atraso de cinco semanas no plano de vacinação para imunizar a população contra o SARS-CoV-2 pode custar aos cofres da Europa cerca de €90 mil milhões, se o ritmo do processo não acelerar, estima a Euler Hermes, líder mundial em seguro de créditos e acionista da COSEC – Companhia de Seguro de Créditos, S.A.

De acordo com o estudo “Vaccination delay to cost Europe EUR90bn in 2021”, para alcançar o objetivo da Comissão Europeia de vacinar 70% da população adulta até ao verão de 2021, o processo terá de ser seis vezes mais rápido do que até agora. À velocidade atual, só será possível atingir a imunidade de grupo no final de 2022. Na Dinamarca, por exemplo, apenas 5% da população recebeu pelo menos uma dose da vacina. Estes valores contrastam com os 14,4% registados no Reino Unido e os 9,4% registados nos Estados Unidos da América.

Até ao momento, os custos acumulados durante estas cinco semanas de atraso já superaram o equivalente ao total de €50 mil milhões do Fundo de Recuperação da União Europeia para 2021. A vacinação, explicam os economistas, é a chave da recuperação económica. Assim, antecipa-se “um primeiro trimestre negro”, ainda marcado por elevadas restrições à atividade das economias e por uma corrida à vacinação, e, logo, pela recessão, devido ao agravamento da situação sanitária, especialmente na Europa e na América Latina. Os efeitos da vacinação da população mundial contra a Covid-19 só terão repercussão significativa na economia na segunda metade do ano. Cada semana de restrições à economia pesa -0,4 pontos percentuais no crescimento trimestral do PIB.

Portugal: insolvências a subir 23% em 2021

De acordo com a análise recentemente divulgada por Ludovic Subran, economista-chefe da Allianz e Euler Hermes, no encontro anual de Mediadores COSEC, durante os primeiros três meses do ano Portugal irá registar uma quebra de -5,2% do PIB nacional. No entanto, nos dois trimestres seguintes a tendência deverá inverter-se, com a economia a crescer 3,9% no segundo trimestre e 5,5% no terceiro.

Neste evento, que juntou os Parceiros de Negócio da COSEC numa sessão de balanço do ano e estratégia de 2021, Ludovic Subran destacou que Portugal irá assistir a um aumento no número de insolvências, depois de, no último ano, estas se terem mantido constantes devido às medidas extraordinárias de apoio à economia. Ludovic Subran prevê que, em 2021, se registe um aumento de 23% (em linha com o número global) e de 11% em 2022. Nos destinos para os quais Portugal exporta (com Espanha, França, Alemanha e Reino Unido entre os mais preponderantes), a evolução deverá ser idêntica. No último ano, registou-se uma descida de 7%, mas já neste ano o aumento será muito significativo, de 23%. Em 2022, o aumento deverá ser menos acentuado, 14%.

Saiba mais no comunicado »